Em março de 2011, a senhora Bia Stresser, neta de Augusto Stresser, gentilmente nos encaminhou uma poesia de seu avô.
Esta poesia foi primeiro publicada no blog http://operasideria.blogspot.com.br/, projeto piloto, em 25 de março/2011.
É uma peça delicada, que mostra bem o romantismo do autor, e a sonoridade de suas composições.
Por sua importância, não poderíamos deixar de publicá-la novamente:
Aí vai uma poesia do meu avô Chama-se PRIMAVERA e foi escrita por volta de 1908.
Bia Stresser.
PRIMAVERA
" Enflora-se o arvoredo. É a primavera.
Rosas rebentam álacres; de flôres
Bordam-se os vergéis e os arcos de era;
E as andorinhas fazem seus amores.
Bandos de Borboletas multicores
Passam no ar: e o longo inverno passa...
Cantam as aves pelos arredores
E a natureza de festões se enlaça.
Desfez-se o véu da quadra fria e triste
E dos montes redoira alegre os flancos
A luz do Sol. Da neve nada existe.
Assim como êsse inverno, bem quisera
Também se fôssem meus cabelos brancos
E voltasse-me a antiga Primavera.
"O poema foi dedicado a Silveira Netto"
AUGUSTO STRESSER
ÓPERA SIDÉRIA
A ópera SIDÉRIA fez estreia em 03 de maio de 1912, no Teatro Guayra (prédio antigo, hoje Biblioteca Pública do Paraná), na cidade de Curitiba/PR.
Obra de Augusto Stresser, foi originariamente escrita em 1909 em dois atos, em partitura para piano e vozes. Posteriormente, recebeu acréscimo de um terceiro ato e orquestração de Léo Kessler, adquirindo a forma final como foi apresentada a partir de 1912.
A ópera tem como pano de fundo a Revolução Federalista, que as cidades de Curitiba e Lapa haviam vivenciado poucos anos antes, com dramaticidade, no confronto conhecido como Cerco da Lapa. Por sua vez, o libreto conta a história de um amor romântico e trágico, no triângulo amoroso entre a jovem Sidéria, o idealista Alceu e o apaixonado Juvenal.
domingo, 22 de setembro de 2013
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